
Cabalas
As nossas cabalas... e as outras também...
Segunda-feira, Maio 28
Lagarde, a demagoga...
Quinta-feira, Maio 24
As babuskas na Eurovisão!
Ainda por cima cantada em udmurt, língua oficial da república da Udmurtia, falada por pouco mais de meio milhão de cidadãos.
Mas vale a pena ver e ouvir a canção:
Segunda-feira, Maio 21
Trabalhador incansável ! TEMOS MUITA PENA DESTE HOMEM!!!
O email vale por si. Mas, sobretudo, pelas frases finais, sublinhadas a amarelo.
A capacidade humana para o trabalho… é espantosa!
Coitado do homem, que nem tem tempo para ir ao barbeiro !
Um dia dá-lhe um enfarte, morre, e a taxa de desemprego em Portugal desce, pelo menos, 10% !
| Quantas horas terá o dia para este senhor ? Tem cá umas olheiras... Senão vejamos: Foi recentemente nomeado como vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e, nesta única função, ganha mais de 20 mil euros por mês (nada mal). Mas este académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), tem mais umas funçõesitas (de onde lhe escorrem mais uns eurozitos)... Efectivamente ele é, actualmente, apenas e só: - administrador executivo da CUF, e - administrador executivo da SEC, e - administrador executivo da José de Mello Saúde, e - administrador executivo da EFACEC Capital, e - administrador executivo da Comitur Imobiliária, e - administrador (não executivo) da Reditus, e - administrador (não executivo) da Brisa, e - administrador (não executivo) da Quimigal, e - presidente do Conselho Geral da OPEX, e - membro do Conselho Nacional da CMVM, e - vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank, e - membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, e - vogal da Direcção do IPRI, e ainda... - é membro (quem diria?) do Conselho Nacional do PSD desde 2010, isto, depois de ter sido governante pelo PS (e esta hein !?). Não me digam que o senhor não tem um apuradíssimo sentido de oportunidade. Merece o que ganha, pois trabalha que se farta ! ! ! É por este senhor ocupar simultâneamente 14 postos de trabalho de alto nível (excluindo os políticos) e por outros milhares de exemplos similares da nossa praça, que há tanta gente desempregada.
A maior desgraça de uma nação pobre, é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras. O político, fez um gesto e desapareceu o mágico. | |
Domingo, Maio 20
Sérgio Ribeiro - "Euro não é a moeda do futuro"
«Interesante reflexión de Sérgio Ribeiro
"Euro não é a moeda do futuro" - Economia - DN
www.dn.pt
antigo eurodeputado do PCP
"Euro não é a moeda do futuro"
por LusaHoje – Espanha
O antigo eurodeputado comunista Sérgio Ribeiro defendeu hoje, em Coimbra, que o euro não é a moeda do "futuro" e que o projeto da "moeda única" falhou no espaço europeu e está a desagregar-se.
"É evidente que esta Zona Euro, tal como existe, está a desagregar-se. A saída da Grécia, que parece ser inevitável, arrastará depois aquilo a que chamam efeito dominó", disse Sérgio Ribeiro, à entrada para uma sessão pública organizada pelo PCP, intitulada "Posições de ontem e de hoje sobre a moeda única".
Segundo o político comunista, mesmo que a Grécia não saia da moeda única, a Zona Euro está a desagregar-se: "Mesmo que consigam pôr uns adesivos, isto está preso por linhas e o problema de sempre é o tempo", disse.
Para o antigo eurodeputado, que no Parlamento Europeu integrou a comissão para a criação da moeda única, hoje está "mais do que comprovado que não havia uma zona económica que justificasse uma zona monetária única", a qual acabou por agravar as "desigualdades e as assimetrias".
Sérgio Ribeiro, que votou contra a criação do euro, considerou que o projeto da moeda única se destinou a beneficiar certos países e os seus interesses, forçando alguns países periféricos, como Portugal e Grécia, a adaptar as "suas economias fracas a uma moeda forte".
"Neste momento, a situação é muitíssimo mais complicada porque se concretizou tudo o que tínhamos previsto e a situação é de autêntico desnorte", sublinhou.
Para o antigo parlamentar, "o que está em causa não é sair, é como é que se sai, como é que toda esta Zona Euro, que não tem sentido nenhum, consegue recuperar depois dos interesses que serviu estarem servidos".
O autor do livro "Não à moeda única" salientou que o problema que se coloca atualmente é o da indemnização "aos países e aos povos que foram tão prejudicados" por este projeto.
"Como é que se indemniza um país como Portugal, que durante todos estes anos desconvergiu, quando havia intenção afirmada, mas não concretizada, de que o país ia convergir económica e socialmente?", questionou Sérgio Ribeiro.
O antigo eurodeputado do PCP disse ainda que seria "muito mau para Grécia e Portugal" se saíssem "empurrados" da Zona Euro, defendendo saídas negociadas.
"Estivemos durante estes anos a servir interesses que nos têm de ressarcir do que foi o nosso prejuízo", advogou.
Sérgio Ribeiro - economista – Conferência em Coimbra 18 Maio 2012
Sexta-feira, Maio 18
Segunda-feira, Maio 14
Um livro actual
O autor, Johan Van Overtveldt, é um belga, editor e managing director do semanário belga Trends.
Numa altura em que não se sabe lá muito bem o que vai acontecer ao Euro, é útil ler este livro e aprender que o Euro nunca foi, como nos tentaram impingir, um projecto económico, o Euro foi um projecto político com fins muito precisos, fins esse que nunca foram publicamente assumidos pelos proponentes do Euro.
Terça-feira, Maio 8
Um estudo cretino
Primeiro determinou-se o número de dinossauros que povoavam a Terra há uns 70 milhões de anos… simples, não é? Bom, a margem de erro deve ser de muitos, muitos por cento. De sublinhar que nem sequer conhecemos todas as espécies de dinossauros que existiram pois ainda hoje, volta e meia se descobre uma espécie até à data desconhecida.
Depois calcula-se a quantidade de gases de efeitos de estufa que cada espécie expele… bom, a margem de erro é outra vez brutal pois esta quantidade depende da espécie.
E, em seguida, "basta" multiplicar o volume expelido pela população de cada espécie…
Para vermos o efeito multiplicador do erro, pensemos em duas medidas, cada uma igual a dez e multipliquemos uma pela outra. O resultado é cem.
Mas se cada medida tiver uma margem de erro de dez por cento isso significa que o resultado poderá variar entre 9×9=81 e 11×11=121… isto é, um erro inicial de dez por cento salta para uns 20%!!! Com as margens de erro do número de espécies, da população de cada espécie e do volume de gases de cada espécie, a única coisa que podemos dizer é que o valor obtido pouco significado tem, se é que tem algum.
Por fim calculamos o efeito no clima do volume de gases expelido e, uma desgraça nunca vem só, o efeito no clima dos tais gases com efeito de estufa é muito controverso estado sujeito a numerosas teorias, muitas vezes contraditórias.
Mas, não há problema, os crânios que fizeram e estudo pariram um valor final, um aumento da temperatura de dez graus, assim a seco, sem margem de erro nem nada.
Gostaria de saber quem foram os cretinos que pariram o estudo. Ahhh! E a publicação do estudo também não abona nada a quem o fez.
Sexta-feira, Maio 4
João César das Neves, o abominável homem da Católica
O economista João César das Neves defende que o problema da Saúde em Portugal não tem que ver com dinheiro, mas é religioso, sustentando que "o Serviço Nacional de Saúde não existe, é uma ficção".
"O problema verdadeiro da Saúde é religioso e quem tem a solução é a pastoral da saúde", ou seja, "passa pelo trabalho da comunidade cristã", defendeu o economista, em Fátima, no penúltimo dia do XXIV Encontro Nacional Da Pastoral Social da Igreja Católica Portuguesa.
O professor de economia da Universidade Católica afirmou ainda que "falar sobre o SNS é como discutir a paz no mundo, a fome em África, a globalização", acrescentando:"É apenas uma maneira de fazer congressos em sítios simpáticos".
A verdade, defende, é que o SNS é uma entidade abstrata e "aquilo com que temos de nos preocupar é com aquilo que é real, com as pessoas e os prestadores de cuidados de saúde que nos são próximos".
Contudo, João César das Neves afirmou ainda "o problema da pastoral da saúde não é tratar dos pobrezinhos, que isso até os comunistas e os ateus o fazem".
Os cristãos "não são chamados a serem bonzinhos, mas a serem felizes, mesmo no sofrimento dos hospitais e isso só é possível confiando em Jesus Cristo", frisou.
Para o economista, "o problema na Saúde, tal como é apresentado, não tem solução".
"Pode conter-se, mas nunca vai ter solução e isso também sucede nos países mais desenvolvidos", afirmou, lembrando que "Portugal não tem problemas de qualidade de saúde, apresenta ótimos indicadores e não tem falta de médicos ou de produtividade" no setor.
João César das Neves, contudo, reconhece que "a despesa é absolutamente brutal" e que "por isso é que o setor da Saúde está em dieta" porque "sofre de obesidade, fuma, é sedentária e já mudou de médico várias vezes, sem melhorar".
Como resultado, disse, a Saúde em Portugal "sofre de tensão alta, tonturas e depressões".
A intervenção de João César das Neves fdecorreu na sessão da manhã do XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que decorre em Fátima até ao próximo sábado.
A iniciativa, promovida pela Comissão Nacional da Pastoral da Saúde da Igreja Católica Portuguesa, está subordinada ao tema "Cuidados de Saúde, Lugares de Esperança (A Saúde em Portugal)".
Quarta-feira, Abril 25
Os Tachos em Portugal - Atenção, não é culinária!
Os Tachos em Portugal - Atenção, não é culinária!
Especialistas saídos de Faculdades onde, na maior parte delas, o curso
é comprado!!!
Os Tachos em Portugal - Atenção, não é culinária!
*O curioso desta lista é ver que qualquer um destes Assessores/Especialistas para começo de carreira, a trabalhar para o Estado, vencem mais do que um Coronel das Forças Armadas com mais de 30 anos de serviço!!*
*Como é possível acreditar nestes partidos que ocupam sucessivamente os lugares de poder neste pobre País?*
*ROUBO DE SALÁRIOS E SUBSIDIOS DE FÉRIAS+NATAL_DAR DE MAMAR A ASSESSORES DO GANGUE...DO DESGOVERNO* Para os esquecidos…. Aqui vai parte da malta do PSD e do CDS que foi ao POTE! Todos à custa dos nossos salários (e da sua redução) e dos nossos subsídios de férias e de Natal!
*Lista de 29 assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 "especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos.*
*MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)
Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €
Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)
Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.633,82 €
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)
Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €
Cargo: Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €
Cargo: Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €
Cargo: Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)
Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.364,50 €
MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)
Cargo: Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)
Cargo: Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)
Cargo: Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,37 €
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)
Cargo: Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.198,80 €
Cargo: Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24
Vencimento Mensal Bruto: 4.505,46 €
SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)
Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Filipa Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.950,00 €*
*ATÉ QUANDO VAMOS PERMITIR ISTO?!*
*REENVIE SFF MAIS ESTA CANALHICE DESTE DESGOVERNO DO psd/cds/pp! MAIS UM ATENTADO A QUEM TRABALHA HÁ VÁRIOS ANOS...E QUE TODOS OS MESES É ROUBADO E FICA SEM SALÁRIOS NAS FÉRIAS E NO NATAL PARA PAGAR A ESTA CORJA DE BOYS!...
Terça-feira, Abril 24
Nós, os apressadinhos...
| Mas, nós por cá, mais papistas que o Papa até já aprovamos o tal Tratado... E agora como é? Se ele for alterado o nosso Parlamento vai fazer a triste figura de o voltar a ratificar... |
Segunda-feira, Abril 23
Até tu, Holanda?
Até há muito pouco tempo, o primeiro--ministro Mark Rutte, líder do Partido Liberal que governa a Holanda em coligação com a extrema-direita, despejava quilómetros de arrogância sobre os mal--comportados do euro, com Portugal e Grécia na linha de fogo. Quando o governo holandês exigia regras muito mais apertadas para os países da eurozona, não devia passar pela cabeça de Mark Rutte a hipótese de que um dia o seu governo implodiria, na sequência da falta de acordo dentro da coligação para aprovar cortes que permitam que o défice não passe o limite dos 3%.
Hoje, engolindo as suas lições de moral contra os países do Sul, Rutte vai apresentar a demissão à rainha Beatriz. Com a Holanda agora também ameaçada pela Fitch de retirada do triplo A, o governo demissionário fica sem nenhum instrumento político para fazer o país chegar ao défice dos 3% e impôr cortes violentos na saúde e nos funcionários públicos.
É uma suprema ironia que, até há muito pouco tempo, a Holanda fosse – ao lado da Alemanha – o país das maravilhas que cumpria à risca a castidade monetária da Europa do Norte. Por várias vezes Mark Rutte e o seu ministro das Finanças defenderam a expulsão do euro de todos os países incapazes de cumprir os objectivos fixados. O governo holandês advogou publicamente a criação de um euro restrito às economias fortes do Norte – e até já tinha nome para essa nova moeda: neuro.
Hoje, o mesmo Mark Rutte vai reunir o Conselho de Ministros em Haia para apresentar a demissão do seu governo. A ruptura deu-se no sábado, quando o Partido da Liberdade (extrema-direita) rompeu a coligação governamental, recusando-se a dar o aval ao pacote de austeridade que vai permitir à Holanda atingir o défice de 3% previsto no tratado. E assim, inesperadamente, a cabeça de Rutte acabará a seguir o destino dos seus colegas do Sul, cujos governos colapsaram por causa dos pacotes de austeridade.
Foi o líder da extrema-direita, Geert Wilders, que acabou com a harmonia no governo holandês. Wilders rejeitou o programa de austeridade – que implicava cortes de cerca 14 mil milhões de euros no orçamento – justificando não aceitar que os cidadãos holandeses fossem obrigados a pagar dos seus bolsos "as exigências insensatas de Bruxelas".
"Não queremos seguir as ordens de Bruxelas", disse Wilders, citado pelo Financial Times. "Não queremos ver os nossos reformados a sangrar em nome dos diktats de Bruxelas".
Agora, o passo seguinte é a convocação das eleições antecipadas. No sábado, dia do colapso da coligação, Mark Rutte considerou-as inevitáveis. Hoje, depois da reunião do Conselho de Ministros, vai apresentar a demissão à rainha. Tudo indica que se manterá em funções, enquanto primeiro-ministro demissionário, até à realização das eleições – provavelmente em Setembro.
A questão é o cumprimento da meta do défice. Com a extrema-direita fora de jogo, os dois partidos à esquerda do Liberal de Rutte admitem até dar o acordo a um orçamento com alguns cortes. Mas nenhum dos dois partidos de esquerda (um eurocéptico, outro mais europeísta) quer ver o défice atingir os 3% já em 2013. A desaceleração da economia faz prever que em 2013 o défice chegue aos 4,6%. Foi para evitar esta ruptura com as metas de Bruxelas que o primeiro- -ministro apresentou o novo programa de cortes, chumbado pelo seu ex-parceiro de coligação.
Antes do colapso da coligação governamental, a Holanda já tinha sido ameaçada de corte do seu triplo A pela agência de rating Fitch. A ameaça provém do risco do mercado imobiliário holandês, onde o número de casas por vender atinge níveis do Sul da Europa. Desde 2008, o número de casas à venda duplicou na Holanda. O jornal holandês "Volkskrant" diz que "o mercado imobiliário está em coma", com o número de licenças de construção a atingir o nível mais baixo desde 1953. A recessão na zona euro não melhorou a situação.
A dívida das famílias holandesas aos bancos está entre as mais elevadas da zona do euro: em 2010, o Eurostat apontava uma dívida de 249% do PIB, em comparação com 202% na Irlanda, 149% no Reino Unido, 124% na Espanha, 90% na Alemanha, 78% na França e 66% na Itália. Aparentemente, o primeiro-ministro que hoje vai demitir-se formalmente, foi apanhado de surpresa com a recusa, no sábado, do líder do Partido da Liberdade em apoiar os novos cortes. Chegou a dizer que "já estava tudo fechado" quando Wilders decidiu rasgar tudo e ficar de fora de um orçamento de austeridade, sempre impopular.
Quando o pacto fiscal aprovado recentemente pelo conselho europeu põe em crise um dos países mais "bem-comportados", pode ser o futuro do pacto a estar em questão. Agora, é um demissionário Rutte que vai tentar convencer a esquerda a consensualizar alguns cortes para apresentar em Bruxelas.
Em resumo, os PIIGS estão prontos a passar a PIIGSH...
Cadilhe e o Euro
Um optimista!
Portugal está no bom caminho para a criação de emprego
Portugal está "no bom caminho" para o crescimento económico e criação de emprego, defendeu o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em que participou na última semana.
No último dia dos encontros, à margem dos quais se encontrou com a liderança do FMI, banqueiros e gestores de grandes fundos de investimento, o ministro fez um "bom balanço" desta "oportunidade de explicar em várias ocasiões a situação em Portugal, o facto de que a execução do programa de ajustamento está no bom caminho".
Este Louçã de direita é cada vez mais irresponsável!
Por mais voltas que se dê, com o país a ir pelo cano abaixo, continua a apostar no mesmo caminho e a garantir que vai correr tudo bem.
É que, mesmo que a economia melhore e nada o indica, a criação de emprego é muito problemática pois esta só poderá ocorrer com um crescimento razoável da economia, mais de 2% e nem as previsões do ministério deste cavalheiro o admitem.
Assim seria útil que ele explicasse como é que o emprego pode aumentar numa economia em recessão ou, na melhor das hipóteses com um crescimento levemente acima da estagnação.
Domingo, Abril 22
A crise argentina
Quarta-feira, Abril 18
O suicídio de Mercozy...
Inseguranças gratuitas
A mais recente promessa de quebra de contrato entre o estado e os cidadãos foi lançada no fim-de-semana com a possibilidade de avançar com o plafonamento na Segurança Social, sob a capa das reformas ditas "milionárias". Vamos ver se nos entendemos: não há reformas milionárias, há pensões elevadas determinadas por descontos também elevados durante a vida de trabalho. Claro que se pode sempre identificar casos que podemos considerar escandalosos, como aconteceu no passado no Banco de Portugal ou como se verifica na classe política - onde a falta de coragem para aumentar o salários dos políticos conduziu a soluções menos justas. Mas não são a regra, são a excepção.
É preciso colocar o debate da Segurança Social no seu nível correcto para sabermos o que devemos escolher. A escolha não está entre reformas milionárias e não milionárias mas sim entre o sistema público ou misto - privado e público. E a passagem de um modelo para outro envolve riscos, entre os quais a ameaça de morte do sistema público de pensões, exactamente aquele de que dependem as pensões dos mais desfavorecidos.
O ministro da Solidariedade e da Segurança Social desmente o aumento da idade da reforma mas resolve dar um passo em frente dizendo que vai lançar o debate sobre o plafonamento - a limitação das contribuições para a Segurança Social que se traduz em reformas altas mais baixas.
Num Governo que tem privilegiado os objectivos financeiros, uma decisão de plafonamento da segurança social, na actual conjuntura, é escolher custos certos de curto prazo para benefícios incertos no longo prazo. Nem se percebe a razão para tal mudança que não seja puramente ideológica.
A Segurança Social não tem qualquer problema de sustentabilidade. Dizer agora que a Segurança Social tem problemas de sustentabilidade porque regista o pior ano contabilístico desde 1994 é como ter dito, no passado, que nada precisava de mudar. O que é estranho não é vivermos o pior ano desde 1994, o que é espantoso é a Segurança Social não ter o pior ano de sempre. Portugal nunca viveu em democracia uma recessão tão grave com uma taxa de desemprego tão elevada e reduções salariais nominais tão significativas.
As contas da Segurança Social revelam, pelo contrário, uma enorme resistência a choques. O que demostra que as medidas adoptadas no Governo de José Sócrates foram correctas - nomeadamente a introdução do factor de sustentabilidade.
Neste momento a Segurança Social só precisa de pequenas correcções. Por exemplo, aproveitar a suspensão das reformas antecipadas para aumentar a idade mínima. Os 55 anos permitidos em Portugal são demasiado baixos quer face aos padrões europeus quer face à esperança média de vida.
O sistema de Segurança Social não precisa de nenhuma revolução nem de nenhuma mudança de modelo. Muito menos na actual conjuntura, em que o comum dos cidadãos enfrenta já retrocessos em direitos que considerava protegidos por contratos com o Estado. Este não é o tempo de experimentalismos na Segurança Social. Faça-se o que é obrigatório fazer. Tudo o que for desnecessário e crie insegurança, que se esqueça. É uma regra de bom senso especialmente recomendada quando tardam as medidas que mostram que todos estão a pagar a crise.
helenagarrido@negocios.pt
Relações Internacionais - Já vivi o vosso "futuro"! Scarylook...Tratado de Lisboa
Algumas palavras (poucas) para enquadramento da situação.
Bukovsky foi membro do KGB de onde saiu não muito bem tratado.
Escreveu este artigo há mais de dois anos. Na altura, houve vozes que se levantaram dizendo que o homem escrevia assim por estar um pouco ressabiado.
Passados três anos há quem pense que Bukovsy poderia não estar a ser tão "tendencioso" como parecia.
O artigo aqui vai:
EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO!
Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa
"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo
examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente.
Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE.
Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação.
É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE.
Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE.
Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos.
Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE.
Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto».
Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade.
Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra.
Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE.
Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas.
A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental.
Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos.
O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (...)
Eu já vivi o vosso «futuro»..."
Dependências
Portugal importou quase o dobro da comida e bebida que exportou em 2011.
Alguém deveria ter previsto este efeito quando Portugal desmantelou, diligentemente, as estruturas produtivas na agricultura, nas pescas e na indústria. Alguém deveria prever que a subserviência aos ditames de Bruxelas, para que Portugal aderisse à Comunidade Europeia como mero cliente dos monopólios alemães e franceses, iria resultar na penhora da independência alimentar do País. Alguém deveria ter resistido, usado o veto que Portugal jamais usou, defendendo os interesses nacionais em vez de se sujeitar à exploração multinacional. Alguém deveria ter percebido que o País ganha mais em semear batatas do que em plantar betão, em plantar do que em arrancar, em construir do que em destruir, em armar barcos de pesca do que em armar ao pingarelho do novo-riquismo que endividou o País.
A verdade é que Portugal destruiu quase tudo o que produzia em troco da ilusão dos fundos para sementeiras de betão e plantações de subsídios, enquanto abatia a frota pesqueira numa batalha naval suicida. Foi aí que o País começou a ir ao fundo, guiado por timoneiros formados e subordinados por interesses alheios. Os ministros tomavam posse com objectivos bem definidos: ao ministro das pescas competia-lhe liquidar a actividade pesqueira; ao da agricultura cabia-lhe desmantelar a produção e comercialização de cereais, de leite, de hortícolas; ao da indústria era cometida a função de reconstituir os velhos monopólios que depois se reorganizariam segundo os pontos de vista do lucro e da acumulação e nos termos dos condicionalismos europeus, mais drásticos que o condicionalismo industrial.
E agora o País queixa-se. A quem? Aos timoneiros da dependência.

