Bernard Madoff, conhecido financeiro de Wall Street, acaba de ganhar numa lotaria judicial em Nova Iorque uma estadia de 150 anos às custas do Governo.
Este homem, durante muitos anos considerado um herói por muitos que encheram os bolsos com os seus esquemas mergulhará, por agora, na obscuridade.
Dedico-lhe este video:
Terça-feira, Junho 30
Dedicado a Bernard Madoff
Quarta-feira, Junho 24
Um artigo de Domingos Amaral
O Correio da Manhã publicou um artigo de opinião de Domingos Amaral.
Um artigo lúcido, muito mais lúcido do que o manifesto dos 28 economistas citados no artigo anterior.
Como não sei quanto tempo o Correio da Manhã mantem os seus conteúdos no conteúdos no ciber-espaço, reproduzo aqui este artigo.
Só é pena que Domingos Amaral não tenha questionado a sério o principal problema, os malefícios da adesão ao Euro.
Nos últimos 200 anos, a história económica portuguesa foi bastante simples. O País só cresceu quando o Estado gastou em obras públicas ou investiu na indústria – Marquês de Pombal, Fontes Pereira de Melo, Salazar, e até Cavaco e Guterres; ou quando exportou muito para o exterior – durante partes importantes do século XIX ou a partir dos anos 60; ou ainda quando o consumo privado cresceu muito, coisa que só se verificou no pós-25 de Abril, em especial nos anos 90.
Os nossos motores de crescimento foram pois sempre os mesmos: a despesa do Estado, a exportação e o consumo. Contudo, de há uma década para cá, as coisas complicaram-se. Com a entrada de Portugal no euro, os três motores do crescimento da nação enfrentaram um desafio complicado. A despesa do Estado ficou limitada, devido ao Pacto de Estabilidade. Os deficits do passado deixaram de ser possíveis, e o limite passou para os três por cento do PIB, muito abaixo do que sempre fora o deficit português ao longo da História.
Quanto às exportações, deixaram de ter a ajuda permanente da desvalorização do escudo, e naturalmente perderam muito mercado. Dois dos habituais motores do crescimento económico nacional ficaram pois seriamente paralisados. Por fim, restou o consumo. Enquanto as taxas de juro do euro foram baixas, ainda deu para disfarçar, mas logo que começaram a subir verificou-se que os níveis de consumo não seriam garantia de crescimento. Portanto, uma década no euro significou uma constante perda no ritmo de crescimento económico para Portugal. É espantoso que os economistas não vejam esta evidência e que continuem a berrar contra o Estado e o endividamento ao exterior. É não perceber nada do que se passou esta década.
O problema português não é, ao contrário do que diz o 'manifesto dos 28 economistas', fazer ou não fazer o TGV ou a Ota, mas sim qual a fórmula eficaz para o País voltar a crescer dentro do sistema do euro. Dizer não ao TGV ou à Ota pode parecer credível, mas não nos responde à pergunta essencial: como é que Portugal pode deixar de 'divergir da Europa' estando no euro? Para além disso, e estando o País e o Mundo em recessão, se não for o Estado a gastar dinheiro, quem o vai gastar? Serão os 28 economistas do manifesto que, por milagre ou magia, inventarão uma população rica e empresas prósperas, capazes de nos tirar do buraco? Salazar, o Marquês de Pombal e Fontes não perderiam um minuto com as opiniões destes 28 sábios da nação.
Os 28
Vinte e oito economistas assinaram um manifesto em que pedem ao Governo para parar.
Entre estes há vários ex-ministros das Finanças.
Lendo o manifesto e reparando neste pormenor percebe-se qual a razão para o estado do país. Com ministros deste tipo só admira que não estejamos pior!
O espantoso é que estes crânios não aprenderam nada, mesmo nada, não fazendo a menor mea culpa.
O Mundo está em crise, crise provocada pelas teorias que estes economistas defendem e que negando toda a evidência insistem nas mesmas teorias e receitas.
É um facto, como se pode ver no meu artigo O descalabro do Euro (ver aqui) que muito dos problemas que a economia portuguesa tem, de uma forma geral, a estagnação, reforçou-se e muito, depois da adesão ao Euro.
Ora qualquer pessoa com um minimo de espírito científico, eu diria mesmo mais, com um mínimo de inteligência, entrará obrigatoriamente com a adesão à Moeda Única em qualquer análise do estado da economia portuguesa. E entrará considerando-a de um ponto de vista negativo. Factos são factos.
Ora estes 28 crânios ignoram isto tudo e só se preocupam em que não se deve fazer nada, mesmo nada. Isto é, para já adia-se... E adiam-se projectos que andam em discussão há quarenta anos ou mais (caso do aeroporto).
Tenho muitas dúvidas sobre a utilidade do TGV Lisboa-Madrid. Isto é, a única vantagem que lhe vejo é a de captar a população da Estremadura espanhola (Badajoz) para o aeroporto de Alcochete (se este for construído).
Mas o TGV Lisboa-Porto é fundamental e devia ter sido contruído em 92 quando foi construído o TGV Madrid-Sevilha.
De notar que este TGV é rentável tal como deverá acontecer com o Lisboa-Porto se vier a ser construído.
Os argumentos de que o dinheiro não dá para tudo são idiotas. Não é por os bancos financiarem estas grandes obras que não irão emprestar dinheiro às empresas pois já não o estão a fazer e ainda não investiram um centimo em nenhuma grande obra.
Concluindo, seria bom para o país e bom para toda a economia se se oferecessem férias ilimitadas nos mares do Sul a estes 28. A única condição é que não podiam levar telemóvel nem ter email...
Terça-feira, Junho 2
Morreu o cavaquismo
2009-06-01 | Autor: Mário Crespo | Fonte: Jornal de Notícias | Página : 10;
Morreu o cavaquismo
Mário Crespo
Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o
solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As
horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito.
Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva.
Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco
indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições
que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de
Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais
apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo
conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em
redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com
empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos
agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do
professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de
campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns
cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião
fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o
que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os
menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários.
Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre
futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente
surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos
Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de
multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe,
indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não
era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida
pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da
Presidência da República, estava parte da ( ) "gestão das poupanças do
prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de
confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de
arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal
Majesty " significando que o aromático peixe é recomendado pela
família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua
confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha
investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas
não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco
da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas,
já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de
Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos
negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho,
passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível.
Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu
conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das
Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que
entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e
Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e
saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que
agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco
de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da
República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas
diminuíam e as certezas se avoluma, cai o regimevam. De Oliveira e
Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não
contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime.
Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.
Sexta-feira, Maio 29
Os nossos deputados europeus
A organização Open Europe acaba de publicar um estudo sobre os deputados europeus, partido a partido, país a país. A metodologia seguida pode ser vista aqui e dá uma pontuação a cada deputado ordenando-os depois por esta pontuação.
Pode-se contestar ou não esta metodologia mas é útil ver onde ficaram os nossos deputados. Ver lista dos 736 deputados aqui .
Para já, como país, Portugal não sai nada bem da fotografia.
Fazendo a média de pontuação dos deputados portugueses ficamos num "honroso" vigésimo lugar com uma média de 18,7 pontos. Depois de nós só a Espanha (14,7), a Eslováquia (16,8), a Roménia (16,9), a Itália (14,7), a Hungria (15,9), a Grécia (17,4) e Chipre (15,7), O país com maior média é a Suécia (37,1).
E porque é que estamos tão baixo? Quais os deputados que nos estragaram a média?
O melhor deputado português é uma deputada, Ilda Figueiredo da CDU que obtem 36 pontos e que ocupa (juntamente com alguns outros deputados) o 79º lugar. A título de comparação, o melhor deputado é o sueco Carl Schlyler com 55 pontos.
Miguel Portas do Bloco de Esquerda obtem 28 pontos e o lugar nº219 (juntamente com alguns outros deputados). Dos portugueses é a terceira melhor classificação.
Em segundo lugar de entre os portugueses encontra-se o outro deputado da CDU, Pedro Guerreiro com 32 pontos. Do total dos deputados é o 138º.
Os restantes deputados são do Partido Socialista e da coligação PSD, CDS/PP e no geral são a nossa vergonha.
No PS vamos de Jamilia Madeira, Paulo Casaca, Edite Estrêla e Emanuel Jardim Fernandes com 24 pontos (286º lugar) a Francisco Assis com 12 pontos (657º lugar).
A média dos doze deputados do PS é de 19 pontos o que corresponderia a um 408º lugar.
Isto é até muito bom comparado com os deputados da coligação PSD, CDS/PP.
Destes o melhor classificado é Luís Queiroz com 17 pontos, 451º lugar na lista geral e o pior é um tal Sérgio Marques com 4 pontos, sim, quatro pontos! Na prática este senhor encontra-se em 781º lugar empatado com um italiano e um espanhol.
Pior do que ele só um cipriota e um polaco com três pontos e outro italiano com dois pontos.
A média dos nove deputados da coligação PSD, CDS/PP é de 11,44 pontos o que corresponderia a um 684º lugar...
De notar que só dois dos deputados portugueses se encontram no quartil superior, os dois da CDU.
E, na metade superior, quantos se encontram?
Esta metade incluí os deputados com vinte ou mais pontos o que significa que os dois deputados da CDU, o do Bloco de Esquerda e oito deputados do PS estão entre a metade superior. Quatro deputados do PS e todos, sim, todos os deputados do PSD e CDS/PP encontram-se na metade inferior!
Agora que estamos em plena campanha eleitoral e antes que se vote seria bom que os deputados portugueses dessem algumas explicações aos cidadãos sobre o que andaram lá a fazer. E já agora, quanto é que receberam e como gastaram o que receberam...
Quinta-feira, Maio 28
O imposto europeu
Vai por cá uma confusão enorme com a ideia de se lançar um imposto europeu.
Já quando o Mário Soares foi candidato ao PE (há dez anos) surgiu esta polémica. Na altura o imposto foi defendido pelo Mário e toda a gente o atacou.
O curioso é que é muito fácil defender este imposto mas, nem nessa altura nem agora os seus proponentes se arrriscam a defendê-lo com argumentos válidos.
É que o problema é que o Orçamento da UE é pago pelos Estados Membros e, o que se pretendia com este imposto seria o acabar com as discussões que todos os anos há sobre a contribuição dos Estados Membros. O Orçamento passaria a ser provido por um imposto pago directamente pelos cidadãos.
Isto é, actualmente Portugal, por exemplo, contribuí para o Orçamento da UE com uns quatro milhões de Euros por dia (sim, quantro milhões por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano) e, esta contribuição desapareceria passando a haver um imposto específico que a substituísse.
Nada de especial, os impostos que nós pagamos diminuiriam dos tais 4 milhões por dia e apareceria um novo imposto que custaria ao cidadão contribuinte 4 milhões por dia, isto é, uns 40 centimos por cidadão por dia.
Pode-se concordar ou não com o lançamento do imposto europeu mas, em princípio este imposto não custaria nada nem configuraria um aumento de impostos.
Mas ninguém, nem os seus defensores, vêm com esta argumentação e não vêm porque isso seria explicar aos portugueses que há contribuições portuguesas para a UE e que estas contribuição nos custam uma pipa de massa e isso ninguém se arrisca a dizer pois iria ajudar a destruir o maior dos mitos da UE, a de que ela nos manda rios de dinheiro, dinheiro que nós, na nossa imensa estupidez desperdiçamos e é por isso que estamos mal.
Sexta-feira, Maio 22
O bacalhau que a UE espatifa
Segundo esta notícia do Finantial Times a quantidade de bacalhau morto que é deitado fora no Mar do Norte é sensivelmente igual á que é pescada.
Isto acontece devido às incoerências da Política Comum de Pescas...
É que se por acaso vem bacalhau na rede e se já se esgotou a quota de bacalhau, o melhor a fazer para evitar complicações é deita-lo fora.
Ou então, se o bacalhau é demasiado pequeno, como as quotas são feitas por exemplar e não por peso, é também melhor deita-lo fora e, mais tarde, preencher a quota com exemplares maiores.
E isto acontece com o bacalhau e com outras espécies.
É realmente difícil explicar quais as vantagens da Política Comum de Pescas... desta política e das outras...
Realmente só os candidatos a deputados europeus (e das mordomias e lucros que o cargo acarreta) é que são capazes de defender (sem se rirem) a União Europeia!
Mais uma sabujice do Sócrates...
Quando o Sócrates tomou posse fez um discurso e, nesse discurso, arrancou com uma guerra às farmácias.
É que a Lei portuguesa obrigava a que o proprietário de uma farmácia fosse farmacêutico. Isto é, o curso de farmácia funcionava como curso de habilitação para se ser proprietário de uma farmácia. Sócrates declarou então que ía abrir o mercado das farmácias a outros.
Na altura considerei estranho um assunto como este fazer parte de um discurso de tomada de posse como Primeiro Ministro. Independentemente da sua importância seria sempre um assunto menor comparado com os desafios que o país enfrenta.
Ainda por cima, de todo o Sistema Nacional de Saúde, as farmácias são até o que na opinião de toda a gente funciona melhor. Assim achei muito estranho este afã.
Agora tudo se explica, a Comissão Europeia achava que a restrição á pose de farmácias imposta pela Lei portuguesa ía contra as regras comunitárias.
Assim o que Sócrates fez no seu discurso foi simplesmente um recado para a Comissão para esta ver que Portugal passaria a ter um Primeiro Ministro obediente e sem iniciativa.
Só que a legislação portuguesa não era exclusivo de Portugal. Outros países da União como a Itália e a Alemanha tinham legislação semelhante. Tinham e têm.
Como estes países não modificaram a sua legislação foram parar ao Tribunal Europeu que dando razão à Alemanha e à Itália (ver aqui) permitiu que estes países continuem com as suas Leis restringindo a posse das farmácias a farmacêuticos.
Pode-se concluir que se Sócrates não fosse um sabujo obediente, Portugal escusava de ter alterado a sua legislação deixando as farmácias a funcionarem como estavam e de que ninguém se queixava.
Há ainda outro ponto importante, Sócrates apresentou as alterações á Lei como tendo sido uma decisão do seu Governo nunca dizendo que eram uma imposição europeia!
Quinta-feira, Maio 21
O Aquecimento Global, uma religião para o Século XXI?
Bom, todos nós estamos cheios da campanha sobre o aquecimento global. Ou antes, sobre as alterações climáticas pois, como a temperatura tem vindo a cair desde o princípio do século, vai-se tornando uma tendência falar de alterações climáticas em vez de aquecimento global.
Quem discorda ou, pelo menos duvida, é geralmente equiparado quase que a um criminoso...
Apresenta-se a seguir um interessante documentário inglês que tenta desmontar esta treta do AG.
De sublinhar que este documentário nunca foi exibido, por exemplo, em Portugal. e isto apesar de já ter havido pedidos à RTP para o fazer.
Vale a pena ver e vale também a pena enviar para todos aqueles que aderiram a esta nova espécie de religião...
Quarta-feira, Maio 20
Manuela Ferreira Leite e o Euro
De O Jumento retirei esta citação:
«No final de um almoço com a Câmara de Comércio Luso-Ucraniana, em Lisboa, Manuela Ferreira Leite fez uma intervenção sobre o tema "Uma nova política para Portugal", dedicando a maior parte do tempo à análise da situação económica do país desde a entrada no Euro.
De acordo com a presidente do PSD, Portugal "entrou no Euro de uma forma errada e não soube nem tem sabido viver no Euro" porque a descida das taxas de juro levou "logicamente" ao endividamento das famílias e das empresas e "o Estado endividou-se também", em vez de adoptar uma política contrária.» [Diário de Notícias]ntoso,
É espantoso que MFL diga isto!
Claro que a entrada no Euro foi um erro crasso. E também é claro que foi a entrada no Euro que levou ao endividamento das famílias e das empresas.
E, pior, o Estado não podia fazer nada porque a adesão ao Euro retirou ao estado instrumentos para travar este endividamento.
Esta senhora é nitidamente burra pois consegue fazer a maravilha de fazer uma análise correcta sem tirar as devidas conclusões, de que a adesão ao Euro foi um erro e de que quanto mais depressa corrigirmos este erro melhor.
Segunda-feira, Maio 18
A crise e o perigo da solução ser um estado totalitario global
Recebi este texto por email.
Não sei quem é a autora mas o texto parece-me muito interessante.
A crise como via para a montagem de um estado totalitário global
por Olga Chetverikova
Enquanto a crise financeira e económica mundial vai atingindo o seu
auge, os dirigentes da comunidade ocidental andam a tentar instilar na
humanidade a ideia de que essa revolução vai acabar por 'transformar o
mundo numa coisa diferente'. Apesar de a imagem da 'nova ordem
mundial' se manter vaga e confusa, a ideia central é clara. Na
sequência desse raciocínio é preciso instituir um governo global
único, se quisermos evitar que reine o caos geral
Volta não volta, os políticos ocidentais referem à necessidade de uma
'nova ordem mundial', de uma 'nova arquitectura financeira mundial',
ou de qualquer tipo de 'controlo supranacional', chamando-lhe um 'Novo
Acordo' para todo o mundo. Nicolas Sarkozy foi o primeiro a falar
nisso, quando se dirigiu à Assembleia-Geral da ONU em Setembro de 2007
(ou seja, antes da crise)
Durante a reunião de Fevereiro de 2009 em Berlim, destinada a
preparar a cimeira dos G20, Gordon Brown repetiu o mesmo, dizendo que
era necessário um Novo Acordo à escala mundial. Estamos conscientes,
acrescentou, que no que diz respeito aos fluxos financeiros mundiais,
não conseguiremos sair desta situação apenas com a ajuda das entidades
puramente nacionais. Precisamos de entidades e de vigilantes mundiais
para conseguir que as actividades das instituições financeiras que
operam nos mercados mundiais se nos abram totalmente. Tanto Sarkozy
como Brown são protégés dos Rothschilds. Algumas declarações feitas
por certos representantes da 'elite global' indicam que a actual crise
está a ser utilizada como um mecanismo para provocar o agravamento de
alguns motins sociais que poderão levar a humanidade – mergulhada como
já está no caos e assustada com o espectro duma violência generalizada
– a reclamar espontaneamente a intervenção de um árbitro
'supranacional' com poderes ditatoriais nas questões mundiais
Os acontecimentos estão a seguir o mesmo caminho da Grande Depressão
de 1929-1933: uma crise financeira, uma recessão económica, conflitos
sociais, a instituição de ditaduras totalitárias, incitando a uma
guerra para concentrar o poder, e o capital, nas mãos dum pequeno
grupo. Mas, desta vez, a questão central é a fase final da estratégia
de 'controlo global', em que com um sopro se derruba a instituição da
soberania estatal nacional, seguindo-se uma transição para um sistema
de poder privado de elites transnacionais
Já nos finais dos anos de 1990, David Rockefeller, autor da ideia de
que o poder privado deve substituir os governos, disse que nós (o
mundo) estávamos no limiar de mudanças globais. Tudo o que é preciso,
prosseguiu, é uma crise qualquer a grande escala que faça com que o
povo aceite a nova ordem mundial
Jacques Attali, conselheiro de Sarkozy e antigo chefe do EBRD
[European Bank for Reconstruction and Development], afirmou que as
elites tinham sido incapazes de resolver os problemas da divisa dos
anos 30. Receava, disse ele, que voltasse a acontecer um erro
semelhante. Primeiro vamos travar guerras, continuou, e deixar morrer
300 milhões de pessoas. Só depois é que virão as reformas e um governo
mundial. Não seria melhor pensar já nesta fase num governo mundial?
perguntou
Henry Kissinger afirmou a mesma coisa. Em última análise, a
principal tarefa é definir e formular as preocupações gerais da maior
parte dos países, e também de todos os principais estados no que se
refere à crise económica, tendo em conta o receio colectivo de um
jihad terrorista. Depois, tudo isso tem que ser transformado numa
estratégia de acção comum… E assim a América e os seus parceiros
potenciais têm uma oportunidade única de transformar o momento da
crise numa visão de esperança
O mundo está a ser convencido a aceitar a ideia da 'nova ordem' a
pouco e pouco para impedir que surjam incidentes que poderão muito bem
levar a que os protestos universais contra as condições cada vez
piores da existência humana entrem num 'caminho errado' e deixem de
poder ser controlados. A principal coisa que a Fase Um conseguiu
concretizar foi iniciar uma discussão de amplo espectro sobre o
'governo global' e a 'não aceitação do proteccionismo' com ênfase no
'desencanto' dos modelos de estados-nacionais para a saída da crise
Esta discussão continua tendo como pano de fundo as pressões da
informação que ajudam a construir as ansiedades humanas, o medo, e a
incerteza. Vejamos algumas dessas acções da informação: previsões da
OMS de que provavelmente 1,4 mil milhões de pessoas ficarão abaixo do
limiar de pobreza em 2009; um aviso do director-geral da OMS de que se
perfila no horizonte o maior declive comercial mundial da história do
pós-guerra; uma declaração de Dominique Strauss-Kohn do MFI ( protégé
de Sarkozy) de que está iminente um colapso económico mundial se não
for implementada uma reforma a grande escala do sector financeiro da
economia mundial, colapso esse que muito provavelmente arrastará
consigo não apenas o desassossego social mas também uma guerra
Foi com este pano de fundo que foi avançada a ideia de instituir
uma divisa mundial comum como pedra fundamental da 'nova ordem
mundial'. Mas os verdadeiros cérebros deste projecto de longa data
continuam na sombra. De notar que há um ou outro representante da
Rússia empurrado para a linha da frente. Faz lembrar a situação antes
da I Guerra Mundial, em que os círculos anglo-franceses, que possuíam
alguns planos elaborados para uma nova divisão do mundo, instruíram o
ministro dos estrangeiros russo para traçar um programa geral para a
Entente Cordiale. Esta passou à história como o 'programa Sazonov',
apesar de a Rússia não ter desempenhado um papel independente nessa
guerra, o qual desde o início foi montado para servir o sistema de
interesses da elite financeira britânica
A 19 de Março, Henry Kissinger chegou a Moscovo na qualidade de
membro do The Wise Men (James Baker, George Schultz, e outros), que se
reuniram com os dirigentes russos antes da cimeira do G20. Dmitry
Trenin, director do Centro Carnegie de Moscovo e participante na
última reunião americana dos Bilderbergers, considerou essa reunião
como um 'sinal positivo'. A 25 de Março, o Moskovsky Komsomolets
publicou um artigo 'A Crise e os Problemas Mundiais', de Gavriil Popov
(actual presidente da União Internacional de Economistas) que relatou
abertamente o que normalmente é discutido à porta fechada
O artigo fazia referência ao Parlamento Mundial, ao Governo
Mundial, às Forças Armadas Mundiais, à Força Policial Mundial, ao
Banco Mundial, à necessidade de colocar sob controlo internacional as
armas nucleares, às capacidades de produção de energia nuclear, de
toda a tecnologia de foguetões espaciais, e dos minerais do planeta, à
imposição de limites de natalidade, à limpeza do conjunto genético da
humanidade, ao encorajamento de pessoas intolerantes à
incompatibilidade cultural e religiosa, e a outras coisas do mesmo
género
Os "países que não aceitarem as perspectivas globais", diz Popov,
"devem ser expulsos da comunidade mundial"
Claro que o artigo do Moskovsky Komsomolets não revela nada de
novo que nos permita compreender a estratégia da elite global. O
importante é outra coisa. Sugere-se a instituição de uma ordem
policial totalitária e a eliminação dos estados nacionais, como um
amplo programa de acção, e recomenda-se aquilo que tanto os liberais,
como os socialistas, como os conservadores, sempre consideraram um
'novo fascismo', como o único caminho salutar possível para toda a
humanidade. Há quem queira que a discussão destes projectos se torne
uma norma. Neste contexto, há alguns representantes da Rússia 'de
confiança' que estão a ser empurrados para a primeira linha; a Rússia
que será a principal vítima da política de pilhagem total se o
'governo global' vier a ser uma realidade
O G20 não discutiu a questão da divisa mundial comum, porque ainda
não chegou a altura própria para tal. A própria cimeira foi um passo
em frente no caminho para o caos porque, se as suas decisões forem
seguidas cegamente, a situação socioeconómica mundial só poderá piorar
e, para citar Lyndon LaRouche, irão 'liquidar o doente'
Entretanto, a crise está a ser exacerbada e os analistas andam a
predizer uma era de desemprego maciço. As previsões mais pessimistas
vêm do LEAP/Europe 2020, que as publica regularmente nos seus boletins
e enviou-as mesmo numa carta aberta aos dirigentes dos Vinte antes da
cimeira de Londres
Já em Fevereiro de 2006, o LEAP [Laboratório Europeu de
Antecipação Política] foi de uma precisão surpreendente a descrever as
perspectivas para a 'crise global sistémica' como consequência da
doença financeira provocada pela dívida dos EUA. Os analistas do LEAP
consideram os acontecimentos actuais no contexto da crise geral que
começou nos finais dos anos 70 e está agora na sua quarta fase, a fase
final e a mais grave, a chamada 'fase de purificação' em que começa o
colapso da economia real. Segundo Frank Biancheri, do LEAP, não é
apenas uma recessão mas o fim do sistema, em que o seu pilar
principal, a economia dos EUA, entrou em colapso. "Estamos a assistir
ao fim de toda uma época mesmo em frente dos nossos olhos"
A crise pode conduzir a algumas consequências muito difíceis. O
LEAP prevê uma subida do desemprego para 15 a 20% na Europa e 30% nos
Estados Unidos. Se não se conseguir solucionar o problema do dólar, os
acontecimentos mundiais darão uma reviravolta dramática. O colapso do
dólar pode ocorrer já em Julho de 2009 e a crise, que poderá durar
décadas, desencadeará "uma desintegração geopolítica à escala mundial"
com motins sociais e conflitos civis, com a divisão do mundo em blocos
separados, em que o mundo regressará à Europa de 1914, com confrontos
militares, etc. Os tumultos populares mais poderosos ocorrerão em
países com sistemas de segurança social menos desenvolvidos e com
maiores concentrações de armas, principalmente na América Latina e nos
Estados Unidos, em que a violência social já se manifesta actualmente
nas actividades de grupos armados. Os especialistas assinalam o começo
da fuga para a Europa da população dos EUA, onde por enquanto a ameaça
directa contra a vida não é tão grande. Para além dos conflitos
armados, os analistas do LEAP prevêem escassez de energia, de
alimentos e de água em áreas dependentes da importação de alimentos
Os especialistas do LEAP descrevem o comportamento das elites
ocidentais como totalmente desajustado: "Os nossos dirigentes não
conseguem entender o que aconteceu, e continuam a mostrar a mesma
incompreensão até hoje. Estamos no meio duma recessão prolongada, e
seria necessário o empenho na introdução de algumas medidas a longo
prazo para amortecer os golpes, mas os nossos dirigentes continuam na
esperança de impedir uma recessão prolongada… Todos eles foram
formados em torno do pilar americano e não conseguem perceber que o
pilar está em ruínas…" Mas se os dirigentes a nível médio não
vêem isso, os gestores mundiais de nível superior, pelo contrário,
estão muito bem informados; são eles quem está a implementar o 'caos
controlado' e a política de desintegração geral, incluindo uma guerra
civil e a desintegração dos Estados Unidos planeada para o final de
2009, um cenário que está a ser discutido amplamente pelos meios de
comunicação americanos e mundiais
À beira dos conflitos planeados em diversas áreas do planeta, está
a ser instituído um sistema que conferirá a um centro supranacional,
com base numa máquina punitiva, o total controlo político, militar,
legal e electrónico sobre a população. Esse sistema utiliza o
princípio de gestão de rede de comunicações que permite encaixar em
qualquer sociedade estruturas paralelas de autoridade que reportam a
centros de tomadas de decisões externos e são legalizados através da
doutrina de prevalência da lei internacional sobre a lei nacional. A
casca mantém-se nacional, mas o poder real passa a ser transnacional.
Jacques Attali chama a isto um 'estado global baseado na lei'
O centro dirigente do estado global baseado na lei situa-se nos
EUA. Embora os seus fundamentos tenham começado a surgir nos anos 90,
a luta contra o terrorismo após os incidentes do 11/Set levaram a
fenómenos radicalmente novos. A aprovação da Lei Patriota de 2001 não
só permitiu que os serviços de segurança controlassem a população
americana e os estrangeiros suspeitos, como acelerou a passagem de
responsabilidades estatais para as mãos de estruturas empresariais
transnacionais
As actividades de informações, do comércio da guerra, do sistema
penitenciário, e do controlo de informações estão a passar para a mão
de privados. Isto é feito através da chamada contratação no exterior,
um fenómeno relativamente novo, que consiste em confiar determinadas
funções a empresas privadas que agem como empreiteiros e atribuir a
indivíduos exteriores a uma organização a realização das suas tarefas
internas
Em 2007, o governo americano chegou à conclusão de que 70% do seu
orçamento de serviços de informações secretas é gasto em contratos
privados e que a "burocracia de informações da Guerra-Fria está
transformada numa coisa totalmente nova, em que dominam os interesses
dos empreiteiros". Para a sociedade americana (incluindo o Congresso),
as suas actividades mantêm-se confidenciais, o que lhes permite
recolher cada vez mais funções importantes nas suas mãos
Antigos funcionários da CIA dizem que quase 60% do seu pessoal
estão sob contrato. Essas pessoas analisam a maior parte das
informações, escrevem relatórios para os que tomam as decisões em
jurisdições estatais, mantêm comunicações entre diversos serviços de
segurança, dão apoio a posições estrangeiras, e analisam a intercepção
de dados. Em consequência disso, a National Security Agency da América
está a ficar cada vez mais dependente de companhias privadas que têm
acesso a informações confidenciais. Não admira, pois, que se esteja a
criar pressão para uma proposta de lei no Congresso que prevê a
garantia de imunidade a empresas que têm trabalhado com a NSA nos
últimos cinco anos
O mesmo está a acontecer com empresas militares privadas (PMCS),
que têm vindo a assumir cada vez mais funções do exército e da
polícia. Numa escala significativa, começou nos anos 90 na
ex-Jugoslávia, mas foram utilizados trabalhadores contratados a nível
alargado no Afeganistão e noutras zonas de conflito. Executavam as
acções 'mais sujas', como aconteceu com o caso durante a guerra na
Ossétia do Sul, onde estiveram envolvidos mais de 3 000 mercenários.
Neste momento, os PMCS são verdadeiros exércitos, cada um deles com
mais de 70 mil efectivos, que operam em cerca de 60 países, com
receitas anuais de mais de 180 mil milhões de dólares (segundo o
Brookings Institution, EUA). Por exemplo, mais de 20 mil empregados de
PMCS americanos trabalham no Iraque ao lado do contingente militar
americano de 160 mil
O sistema de prisões privadas também está a aumentar rapidamente
nos EUA. Está florescente o complexo da indústria prisional, que
utiliza trabalho escravo e práticas de trabalhos forçados, e os seus
investidores estão sediados na Wall Street. O uso de trabalho forçado
por empresas privadas foi legalizado já em 37 estados e é utilizado
por importantes empresas como a IBM, a Boeing, a Motorola, a
Microsoft, a Texas Instruments, a Intel, a Pierre Cardin e outras. Em
2008, o número de internados em prisões privadas nos EU era de cerca
de 100 mil e este número está a crescer rapidamente, juntamente com o
número total de internados no país (na sua maioria afro-americanos e
latino-americanos), que é de 2,2 milhões de pessoas, ou seja, 25% de
todos os presos do mundo
Logo que Bush assumiu o poder, começou a privatização do sistema
para transporte e retenção de migrantes em campos de concentração. Em
especial, foi o que fez um ramo da conhecida empresa Halliburton,
Kellog Brown and Root (antigamente chefiada por Dick Cheney)
As maiores conquistas foram feitas nos últimos anos na área da
instituição do controlo electrónico sobre a identidade das pessoas,
realizado sob o pretexto do contra-terrorismo. Actualmente, o FBI está
a criar a maior base de dados do mundo de indicadores biométricos
(impressões digitais, exames da retina, formas do rosto, formas e
distribuição de cicatrizes, padrões de fala e de gestos, etc.) que
contém neste momento 55 milhões de impressões digitais. A última
novidade inclui a introdução de um sistema de varredura corporal nos
aeroportos americanos, análise da literatura lida pelos passageiros
dos voos e por aí fora. Uma outra oportunidade de reunir informações
detalhadas sobre as vidas privadas das pessoas surgiu na sequência da
Directiva N59 da NSA, aprovada no verão de 2008, 'Identificação e
rastreio biométrico com o objectivo de reforçar a segurança nacional',
e da confidencial 'Lei da Resposta Pronta ao Terrorismo Nacional'
Numa avaliação da política das autoridades americanas, o
ex-congressista e candidato presidencial em 2008, Ron Paul, disse que
a América está a transformar-se gradualmente num estado fascista,
"Estamos a aproximar-nos de um fascismo, não do tipo Hitler, mas de um
tipo mais suave, que se revela na perda de liberdades civis, em que as
grandes empresas dirigem tudo e… o governo está metido na cama com os
grandes negócios". Será preciso lembrar que Ron Paul é um dos poucos
políticos americanos que defende o encerramento do Sistema de Reserva
Federal como uma organização secreta inconstitucional? Com a
chegada de Obama ao poder, a ordem policial na América está a ficar
cada vez mais afunilada em duas direcções – reforço da segurança
nacional e militarização de instituições civis. É impressionante como,
depois de ter condenado as transgressões às liberdades individuais
feitas pela administração Bush, Obama passou a controlar todo o
pessoal da sua própria equipa obrigando-o a preencher um questionário
com 63 perguntas que percorrem os pormenores mais complexos das suas
vidas privadas. Em Janeiro, o presidente dos EUA aprovou leis que
possibilitam a continuação da prática ilegal de sequestrar pessoas,
mantê-las secretamente em prisões, e enviá-las para países em que se
utiliza a tortura. Também propôs uma lei chamada Lei da Instituição do
Centro de Apoio à Emergência Nacional, que estipula a instituição de
seis desses centros em bases militares americanas para proporcionar
apoio a pessoas que sejam deslocadas por causa de uma situação de
emergência ou de uma catástrofe e que ficam assim sob jurisdição
militar Analistas relacionam esta lei com possíveis perturbações e
consideram-na uma prova de que a administração americana se está a
preparar para um conflito militar que pode ocorrer após a provocação
que está a ser planeada
O sistema americano de controlo policial está a ser implementado
activamente noutros países, principalmente na Europa – através da
instituição da hegemonia da lei americana no seu território por
intermédio da assinatura de diversos acordos. Nisto tiveram uma grande
importância as conversações na sombra entre os EUA e a UE sobre a
criação da 'área comum de controlo sobre a população' que se
realizaram na primavera de 2008, quando o Parlamento Europeu adoptou
uma resolução que ratificou a criação do mercado transatlântico único,
abolindo todas as barreiras ao comércio e aos investimentos até 2015.
As conversações deram origem ao relatório confidencial preparado pelos
especialistas de seis países participantes. Este relatório descrevia o
projecto para a criação da 'área de cooperação' nas esferas 'da
liberdade, da segurança, e da justiça'
O relatório alarga-se sobre a reorganização do sistema de justiça
e assuntos internos dos estados membros da UE de modo tal que fica a
parecer-se com o sistema americano. Diz respeito não apenas à
capacidade de transferir dados pessoais e cooperação de serviços
policiais (que já está a ser posto em prática), mas também, por
exemplo, à extradição de imigrantes da UE para as autoridades
americanas de acordo com o novo mandato que anula todas as garantias
que os procedimentos de extradição europeus prevêem. Nos EUA está em
vigor a Lei das Delegações Militares de 2006, que permite a
perseguição ou detenção de qualquer pessoa que seja identificada como
'inimigo combatente ilegal' pelas autoridades executivas e se estende
aos imigrantes de qualquer país que não esteja em guerra com os EUA.
São perseguidos como 'inimigos', não com base em quaisquer provas, mas
porque assim são rotulados pelas organizações governamentais. Nenhum
governo estrangeiro protestou contra esta lei que é de importância
internacional
Em breve será assinado o acordo sobre comunicação de dados
pessoais, segundo o qual as autoridades americanas poderão obter
informações pessoais como números de cartões de crédito, pormenores
das contas bancárias, investimentos, rotas de viagem ou comunicações
via Internet, assim como informações sobre a raça, as crenças
políticas e religiosas, os hábitos, etc. Foi por pressão dos EUA que
os países da UE introduziram os passaportes biométricos. A nova
regulamentação da UE implica a mudança geral dos cidadãos da UE para
passaportes electrónicos a partir do final de Junho de 2009 e até
2012. Os novos passaportes passarão a conter um chip com informações
para além do passaporte e uma foto, e ainda as impressões digitais
Estamos a assistir à criação do campo de concentração electrónico
global, e a crise, os conflitos e as guerras estão a ser utilizadas
como justificação. Como escreveu Douglas Reed, "as pessoas têm
tendência para tremer perante um perigo imaginário e são demasiado
preguiçosas para ver o perigo real"
A Final da Taça de Espanha e o hino espanhol
Isto aqui ao lado está animado...
A final da Taça do Rei, entre Barcelona e Athletic Bilbao, ficou
marcada pelos assobios de que o hino de Espanha foi alvo por parte dos
adeptos catalães e bascos presentes no estádio Mestalla, em Valencia.
Este comportmento levou a televisão pública do país vizinho (TVE), que
transmitiu a partida, a censurar as imagens da cerimónia que antecedeu
o jogo.
Depois de não ter transmitido em direto as imagens da apresentação das
equipas, fase em que é ouvido o hino, a TVE passou as mesmas apenas ao
intervalo mas numa versão em que não se ouviam os assobios dos adeptos
das duas equipas, oriundas de regiões autónomas fortemente conotadas
com o sentimento independentista em relação ao Estado espanhol.
No intervalo do encontro - que acabou por dar a 25.ª vitória ao
Barcelona na Taça de Espanha - o locutor de serviço da estação pública
pediu desculpa por o hino não ter sido transmitido em direto,
atribuindo a situação a um "erro humano". Depois, segundo o diário
"Marca", surgiu o hino sem som ambiente do estádio e com as imagens
dos jogadores e "dos poucos adeptos que se comportaram com respeito".
A TVE emitiu ainda um comunicado a desculpar-se pelo já referido "erro
humano", esclarecendo que se tentou "sanar a falha transmitindo
integralmente o hino ao intervalo".
Sábado, Maio 16
Bilderberg
O grupo de Bilderberg está reunido, desta vez, na Grécia.
Além dos habitues do costume (Balsemão, por exemplo) há também uma
data de convidados.
Destes, pelo menos dois, são portugueses, o Sr. Pinho, Ministro e a
Dr.ª Manuela Ferreira Leite, líder do principal partido da oposição.
Isto cheira a Bloco Central...
Quinta-feira, Maio 14
Importante ! Votação dos deputados europeus portugueses relativamente a internet "livre"
Em virtude de estarmos com as eleições europeias a porta, julgo ser da mais alta importância que todos nós saibamos o que os actuais deputados europeus eleitos por Portugal andam por lá a fazer.
Certamente ja ouviram falar na questão da internet, que actualmente é livre mas que o parlamento europeu apresentou uma proposta com o objectivo de as operadoras passarem a decidir quais os conteudos que disponibilizariam aos seus clientes, ou seja, queriam transformar a internet numa especie de tv por cabo onde cada operadora decide que canais e que disponibiliza.
Pessoalmente ja considero ridiculo so o facto de tal proposta ter sido apresentada, pois estamos em pleno seculo XXI e gosto de pensar que a censura e uma coisa do passado, mas infelizmente ha quem não concorde comigo e teime em insistir em censurar o que quer que seja.
A votação foi relativa a quem concorda com a internet livre (a favor), a quem não concorda (contra) e a quem não tem opinião(!) (abstenções) !!
Nada nos garante que "escapemos" na proxima vez.
Dai a relevância dos seguintes dados:
407 votos a favor
GUE/NGL: Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Pedro Guerreiro
PPE-DE: Ribeiro e Castro
PSE: Ana Gomes, Armando França, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Francisco Assis, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Manuel dos Santos, Paulo Casaca
57 votos contra
PPE-DE: Assunção Esteves, João de Deus Pinheiro, Vasco Graça Moura
171 abstenções
PPE-DE: Duarte Freitas, Luís Queiró, Sérgio Marques, Silva Peneda
Para quem não sabe, o PPD-DE é o partido onde estão os deputados portugueses eleitos pelo PSD e pelo CDS-PP.
Tenham isto em conta nas proximas eleições, eu sei que vou ter !
Quarta-feira, Maio 13
Adiamento
Aqui há uns dias escrevi um post (ver aqui) sobre a votação no Parlamento Europeu sobre a Internet.
Para já as regras com que se pretendia amordaçar a Internet foram chumbadas.
Se calhar por estarem próximas eleições...
Mas o processo de nenhuma forma está encerrado. Agora o Parlamento francês aprovou-as para vigorarem em França.
É de prever que, depois das eleições o tal pacote de regras acabe por voltar ao PE e, nessa altura o resultado poderá ser diferente.
É necessário estar atento.
Segunda-feira, Maio 11
Ainda o euro
No meu post Euro ao fundo? um anónimo escreveu um comentário discordando e perguntando se conhecia algum país fora do Euro que esteja melhor do que a Irlanda.
Bom, a pergunta é absurda e naturalmente respondi-lhe com alguns exemplos.
O simpatico anónimo que se não é economista tem espírito de economista responde-me com todo o desprezo evitando o debate.
E é este o problema, o país enterrou-se completamente com o Euro e os seus apoiantes em vez de reconhecerem o erro evitam é o debate.
Isto é um dos maiores problemas que o país enfrenta e é necessário ser discutido. Pode ser que se encontrem soluções mantendo a adesão do país á moeda única mas é importante que se reconheça que o Euro não cumpriu o que se esperava dele nem nada indique que venha a cumprir.
Assim é importante que se reconheça o falhanço e se discuta o que é que se pode fazer.
À partida a única solução não é abandonar o Euro pois é possível que existam mecanismos que permitam que a economia volte a funcionar sem que se tenha de abandonar o Euro. Só que estes mecanismos só podem ser encontrados depois de se reconhecer o falhanço e se descobrir quais as causas do falhanço.
Meter a cabeça na areia não leva a nada, isto é, leva ao descalabro.
Mas enquanto não se encontra um politico ou comentador com coragem para falar abertamente neste problema o povo português parece não ser da mesma opinião.
Sondagem recente do Eurobarometro (ver aqui)dá que 62% dos portugueses acham que se aguentaria melhor a crise com a moeda antiga de que com o Euro (Portugal é PT):
O que nos coloca outro problema, porventura ainda mais grave, como é possível que 62% dos portugueses tenham uma opinião e essa opinião não é, de nenhuma forma, reflectida nas urnas?
Assim não é de espantar os altos níveis de abstenção que se tem nas eleições, principalmente nas para o Parlamento Europeu...
O aquis communitaire
O aquis communitaire é o conjunto de regulamentos que a Comissão Europeia vai impondo aos Estados Membros.
Actualmente (e em inglês que é uma língua mais sintetica do que o português), este aquis communitaire estende-se por umas 170.000 páginas! (ver aqui)
Para se ter uma ideia do que este valor representa, a Enciclopedia Luso-brasileira de cultura é composta por 22 volumes e um pouco mais de 40.000 páginas, isto é, o aquis communitaire (em língua inglesa) é equivalente a umas quatro Enciclopedias Luso brasileiras de cultura...
Aqules regulamentos são sobre tudo que mexe e não mexe. No dia seguinte ao chumbo francês da Constituição Europeia a Comissão Europeia não arranjou nada de melhor do que publicar uma regulamentação qualquer sobre o bem estar dos frangos para consumo humano!
Já aqui referimos os custos destas regulamentações todas (ver aqui) e no estado actual de crise em que se vive é de perguntar qual o efeito que esta carga burocrática tem sobre ela.
Seria curioso ver os nossos candidatos a eurodeputados a pronunciarem-se sobre este tema.
Quarta-feira, Maio 6
Euro ao fundo?
Vale a pena ver este artigo de David McWilliams, jornalista e economista irlandês.
O artigo publicado num jornal irlandês (ver aqui) considera que a Irlanda continuará a afundar-se a menos que saia do Euro.
Cá por Portugal tal opinião é uma heresia que poucos arriscam a dizer em público.
Mas, como o autor do artigo diz as novas opiniões passam por três fases, começam por ser ridicularizadas, depois violentamente atacadas e, por fim, aceites como verdades universais.
Por cá encontramo-nos ainda na primeira fase. O que é trágico pois é óbvio que, tal como a Irlanda, Portugal ou sairá do Euro ou acabará por desaparecer ou, pelo menos, ser reduzido à insignificancia.
Desde que se adriu ao Euro que a economia portuguesa estagnou completamente (ver aqui).
E agora que estamos em crise e que na Europa se fazem os possíveis por salvar os mais fortes a última coisa que Portugal desejaria seria do de estar de pés e mãos atados impedido de agir segundo os seus interesses. Mas é o que acontece e acontece por estarmos no Euro.
Quanto mais depressa recuperarmos a nossa liberdade de acção, isto é, recuperarmos uma moeda própria, mais depressa recuperaremos.
PCP contra gestão comunitária das ZEE
Do Açoriano Oriental copiei a seguinte notícia:
Os deputados do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu insurgiram-se contra o que classificam como “uma proposta da União Europeia que atenta contra a soberania nacional”.
Em causa está uma proposta apresentada pela Comissão Europeia (CE), presidida por Durão Barroso, que procura instituir “um regime comunitário de controlo a fim de assegurar o cumprimento das regras da Política Comum de Pescas”.
Os comunistas consideram “inaceitável” que a CE “possa efectuar inspecções sem aviso prévio e de forma independente nas Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) e território de cada país; que os chamados inspectores comunitários tenham os mesmos poderes que os inspectores nacionais e que a CE possa de forma arbitrária proibir as actividades de pesca”, entre outros aspectos.
Referem ainda que a proposta “insere-se na inaceitável tentativa de avançar com a transferência de competências soberanas de cada país para a UE, dando expressão ao previsto na proposta de Tratado de Lisboa”.
O que é espantoso é ver que, aparentemente, só os dois deputados do PC é que se insurgiram contra esta usurpação dos nossos legitimos direitos.
A pergunta é o que é que fazem lá os outros? Limitam-se a embolsar o dinheirinho que recebem por lá?
Coincidências que fazem pensar...
Notícia de ontem do site da RTP:
**40% dos portugueses com perturbações mentais**
Sondagem da semana passada divulgada na comunicação social:
**PS recolhe 40% da preferência de voto dos Portugueses**
* E ainda há quem não acredite em sondagens...*
Quinta-feira, Abril 30
Isto é grave!!!!MUITO GRAVE
URGENTE:
VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009
Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá
volta atrás!
Aja agora!
O acesso à internet não é condicional
Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o
Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas
opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para
questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem
compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...
Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou
indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la
ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um
pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la
inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.
Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das
novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril.
Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que
nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder
legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos
poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que
queiramos de algum site.
As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos
com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos
serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor
de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.
Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de
aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes
de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que
damos à internet hoje.
A razão é simples...
Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas
ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e
esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes
corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que
estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta
situação.
A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras
vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e
informativa do cidadão.
Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música
promove o terrorismo
(http://diario.iol.pt/tecnologia/mapinet-internet-pirataria-terrorismo-crime
-tvi24/1058509-4069.html
) para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as
novas regras...
Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua
liberdade de escolha lhe fosse retirada?
Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer
compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos
coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos
comércio.
Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar
amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.
Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos,
partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a
ajuda de intermediários.
Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão
onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.
Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos
nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá
encontrar.
Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos
amigos poderosos, teremos de fechar.
Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não
geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.
Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos
mais.
Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já
se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de
discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que
podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.
Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso
livre da internet.
A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está
prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.
Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão
votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer
dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão
na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa
coisa chamada "Pacote das Telecom´s" disfarçando estas leis de algo
que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.
Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da
internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.
Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms
a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é
fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não
passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso
acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.
O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.
Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.
Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet
ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os
seus actos no Parlamento.
Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas
e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta
mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a
contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo,
colabore e faça o que pode por esta causa...
A internet é tão sua como deles...
Divulgue esta mensagem o mais que possa...
Pode também escrever aos seus deputados...
Estes são os nossos deputados no Parlamento Europeu:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deputados_de_Portugal_no_Parlamento_Europeu_(20
04-2009)
ou
http://www.europarl.europa.eu/members/expert/groupAndCountry/search.do;jsess
ionid=69ADF04943C000194117E9C7032EEC31.node1?country=PT&language=PT
Para mais informações sobre a lei:
http://www.laquadrature.net/en/telecoms-package-towards-a-bad-compromise-on-
net-discrimination
http://www.laquadrature.net/wiki/Telecoms_Package
http://en.wikipedia.org/wiki/Telecoms_Package
http://www.blackouteurope.eu/
Segunda-feira, Abril 27
De país colonizador a país colonizado (i.e. 1974 a 2009)
Esta bela canção serve para nos lembrar que em uns 35 anos passamos de país colonizador a país colonizado.
Serve também para nos lembrar que o nosso problema não são eleições europeias, nem outras eleições em que a escolha é limitada a partidos mais ou menos iguais, nem Freeport, TGV ou aeroporto de Alcochete, o nosso problema resume-se a AUTODETERMINAÇÃO JÁ.

Publicada por O Raio em Segunda-feira, Abril 27, 2009
Quinta-feira, Abril 23
Isto está mau...
A crise parece estar a chegar a todos.
A Alemanha é um dos poucos países onde a prostituição está completamente legalizada. Os outros são a Holanda, Aústria, Suiça, Hungria, Grécia, Turquia, algumas zonas da Austrália e o estado americano de Nevada.
O negócio é próspero na Alemanha onde se encontram registados 400.000 trabalhadores sexuais de ambos os sexos (embora os homens sejam uma minoria).
O volume de negócios anual anda pelos 14 mil milhões de Euros, isto é, cada alemão, homem ou mulher gasta por ano mais de 220 Euros em prostituição (contando só a população adulta).
Os recursos desta indústria são mesmo uma fonte de receitas importante para algumas municipalidades.
Ora agora a crise chegou a esta zona.
As quebras de clentela são grandes e alguns proprietários queixam-se de que clientes habituais que apareciam duas e três vezes por semana agora só aparecem quanto muito uma.
Como, pelo menos até à data o Governo Federal só apoiou bancos e indústria automóvel, esquecendo esta actividade, os seus industriais lançaram-se em campanhas de descontos, promoções, cartões fidelidade, etc.
Em Berlim o Pussy Club lançou uma flat rate de €70 para comida, bebida e sexo ilimitado entre as dez da manhã e as quatro da tarde.
Outros clubs fazem descontos a jogadores de golfe, clientes seniores, etc.
Em Haburgo a GeizHaus apostou no desconto e orgulha-se de apresentar um preço reduzido de €38.50 para qualquer tipo de cliente.
O Artemis Club em Berlim manteve o preço de €80,00 mas dá um desconto de 50% a choferes de táxi e a seniores aos Domingos e Segundas. Esta club é dos maiores da Europa com cerca de setenta meninas.
Bom, de um modo geral todos se queixam e tomaram medidas. Actualmente já é possível encontrar clubs a praticarem preços de trinta Euros e, pior, a indústria está a ser invadida por amadoras que fazem uma concorrência desleal dado não pagarem impostos nem terem custos sociais.
Aproveita-se para chamar a atenção da Angela, chanceler alemã, para este grave problema pois, se banqueiros e grandes financeiros tiveram direitos a apoios, porque é que os chulos e as putas o não têm?
Quarta-feira, Abril 22
Piratas há muitos...
A Comunicação Social está cheia de notícias sobre o grave problema da pirataria nas águas junto à Somália.
É obviamente um problema grave.
Só que só se fala de um lado da pirataria, não se fala do outro lado da pirataria. É que piratarias há muitos.
A Somália não tem Governo de facto há mais de vinte anos e, portanto, a sua ZEE está aberta a quem aparece por lá.
Como as águas da Somália são ricas em peixes cobiçados, como por exemplo o atum, durante muitos anos as suas águas encheram-se de barcos de pesca que delapidavam as suas águas à vontade.
Barcos de pesca de muitos países mas, principalmente da União Europeia com a Espanha à frente.
Isto sem se pagar um tostão que fosse aos reais donos das águas, o povo somali.
Além da pesca também se utilizaram aquelas águas como lixeira despejando lá toneladas de produtos tóxicos, até produtos radioactivos!
Empresas europeias gastavam USD$2,50 por tonelada para despejar lá lixo tóxico que custaria uns USD$250,00 por tonelada para tratar na Europa.
Há mesmo relatos de muitas mortes causadas por envenenamento das águas.
Com tudo isto os somalis começaram a reagir e passar-se de uma defesa costeira artesanal para pirataria foi um passo fácil de dar.
As empresas espanholas e outras deixaram de pescar lá desde 2006 devido ao perigo de serem atacados por piratas mas estes continuaram e evoluiram adquirindo mais recursos e maior capacidade de combate.
A dúvida é legitima, estamos em presença de piratas ou de guardas costeiros?
Bom, mas o que se sabe é que os americanos prenderam um desgraçado de um puto de 16 ou 17 anos, extraditaram-no para os Estados Unidos e vão julga-lo por pirataria...
Quanto aos piratas anteriores, espanhóis, franceses, etc., ninguém os julga como também ninguém indemniza o povo somali nem pelos recursos espoliados nem pela degradação das suas água por lixo tóxico...
Sexta-feira, Abril 17
Casamento homesexual e violência homosexual
Registou-se esta semana o primeiro caso de violência doméstica entre um casal homossexual, tendo resultado na morte violenta de um dos homens e no suicídio do outro, em Adra, no sul de Andaluzia.
Fontes locais disseram, esta quarta-feira, que a vítima, um espanhol de 34 anos, foi apunhalado no pescoço pelo seu marido, de origem marroquina, do qual se encontrava separado há dois meses. O alegado assassino acabou por se suicidar.
Obama aposta nos comboios rápidos...
Esta notícia do New York Times (ver aqui), diz-nos que Deus, sorry, Obama, resolveu investir em dez linhas de comboios rápidos em pelo menos dez regiões.
Na apresentação do projecto disse: "What we need, then, is a smart transportation system equal to the needs of the 21st century, a system that reduces travel times and increases mobility, a system that reduces congestion and boosts productivity, a system that reduces destructive emissions and creates jobs".
Para já prentende investir num pacote de estimulos de 8 mil milhões de dólares nos próximos dois anos mais mil milhões por ano nos durante cinco anos. E estes valores são só para o salto inicial.
As linhas a construir terão entre 160km e 960km e estarão espalhadas por todos os Estados Unidos.
O que é que a Velha da Lapa e os seus seguidores dirão deste plano? Provavelmente evitarão falar dele...
Sábado, Março 28
Lula põe o dedo na ferida...
Adorei esta tirada do Lula. Ainda por cima com o Gordon Brown ao lado.
Saltando por cima dos comentários doentios que muita gente colocou no Youtube, é de gabar a coragem de Lula ao por assim o dedo na ferida.
Realmente a crise actual é uma crise provocada principalmente pelos ricos dos países anglo-saxónicos, é uma crise filha das políticas de Reagan e Margareth Tachter.
É bom que isto seja dito e não seja esquecido.
Quinta-feira, Março 26
Checos complicam o tratado de Lisboa...
O Tratado de Lisboa, anteriormente conhecido por Constituição Europeia, já foi ratificado por 23 dos 27 Estados Membros da UE. Isto após umas votações nos respectivos Parlamentos.
Faltam a Alemanha (pendente de uma decisão do Tribunal Constitucional), a Polónia, a Irlanda e a República Checa.
Neste último as coisas complicaram-se.
O Governo demitiu-se após moção de censura e estão previstas novas eleições.
É difícil de prever o que é que vai acontecer e se será possível aprovar o Tratado na Cãmara Alta.
Ainda por cima o Presidente discorda 100% do Tratado...
Resumindo podemos afirmar que a entrada em vigor do Tratado de Lisboa está por um fio...
Felizmente!
Terça-feira, Março 24
A crise não é para todos...
Como toda a gente sabe estamos em crise... só que, como é habitual, há quem esteja em crise e quem veja os outros estar em crise.
A manada de oportunistas que ocupam os lugares de Comissário Europeu pertence à segunda categoria.
A britânica Catherine Ashton que quando acabar esta Comissão terá ocupado o lugar por menos de um ano pois entrou em substituição de um Comissário inglês que saíu, terá direito a uma pensão de €10.335 por ano mais €95.817 por ano durante três anos, mais €20.132 de subsídio de reinstalação.
Isto, recorde-se, por menos de um ano de trabalho bem, muito bem, pago!
Claro que os outros, os que cumpriram integralmente o mandato da Comissão, recebem bastante mais...
Quinta-feira, Março 12
Continua o alarmismo do aquecimento global!
Cá por Portugal toda a Comunicação Social defende que estamos no meio de uma subida de temperatura em todo o planeta, o famoso aquecimento global.
Nunca aparecem notícias que contrariem esta tese.
Agora realizou-se em Nova Iorque uma reunião promovida por um Intituto privado (Heartland) que reuniu 700 cientistas e que coloca em causa o alarmismo do aquecimento global.
Foi uma reunião importante aberta por Vaclav Klaus, Presidente da República Checa (que actualmente até preside à União Europeia).
Pode-se não concordar com as opiniões expressas nesta reunião mas, o que não se pode é ignora-la.
Ora foi isto que a Comunicação Social portuguesa fez. Procurando no Google News encontrei uma única referência à reunião de Nova Iorque.
Foi no Público e é uma referência interessante pois mostra a manipulação que o Público promove.
O título é: Cientistas avisam que nível do mar pode subir mais do que o previsto
Depois segue-se o alarmismo do costume relatando o que foi dito por cientistas numa reunião organizada em Copenhague por dez universidades da Dinamarca, Suíça, Austrália, Singapura, China, EUA, Reino Unido e Japão.
No fim do artigo, depois de sete parágrafos alarmistas, aparecem estes dois parágrafos (o negrito é meu):
Do outro lado do Atlântico, em Nova Iorque, uma outra conferência reúne cerca de 700 pessoas - incluindo cientistas, economistas e analistas políticos - em torno da tese de que não existe uma crise climática global. É a segunda reunião do género dos "cépticos" do aquecimento global, promovida pelo Instituto Heartland - que se define como defensor do mercado livre.
Para os cépticos, as alterações climáticas não são um problema, nem têm origem humana. Muitos defendem que a actividade do Sol é que comanda as variações climáticas ou que o aquecimento recente resulta da recuperação da "Pequena Idade do Gelo", que terminou em 1850. Os seus argumentos, até agora, não conseguiram convencer a maior parte da comunidade científica mundial.
A forma como esta notícia está dada despromove-a completamente, 700 pessoas? É o cúmulo! E a reunião de Copenhague? Quantas pessoas tinha?
E o que é a maior parte da comunidade científica mundial? Fizeram estatísticas?
Mas, pior, o ciência não vai a votos, uma teoria não está certa ou errada por ter mais ou menos defensores, uma teoria está certa ou errada se se adapta aos factos e se é capaz de fazer previsões.
Até á data todos os famosos modelos que apontam para o aquecimento global falharam pois, que se saiba, nenhum conseguiu prever e muito menos explicar porque é que a primeira década do Século XXI é mais fria que a última do Século XX apesar do tal CO2 continuar a aumentar.
Com Comunicação Social deste nível nunca iremos longe.
Os ladrões protegem-se...
O Parlamento europeu aprovou novas regras que permitem manter alguns documentos secretos durante trinta anos.
De caminho resolveu também manter secretos as despesas dos senhores deputados...
É de realçar que as despesas de alguns deputados europeus têm estado debaixo de escrutínio durante os últimos tempos e foram descobertas algumas fraudes.
Com as novas regras estes problemas foram resolvidos...
Quer os deputados do Partido Popular Europeu quer os do Partido Socialista Europeu votaram a favor desta benesse. Os liberais votaram contra.
Seria interessante saber como é que os deputados portugueses no Parlamento Europeu votaram. Como votaram e porquê.
Segunda-feira, Março 9
Domingo, Março 8
Quase todas as respostas ao CHIP da matricula
(recebido por email
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Sexta-feira, Março 6
Lei marcial?
As autoridades de Ontario (Canadá) estão a considerar a hipótese de colocar militares a patrulhar a zona de bares da cidade (ver aqui).
A pouco e pouco vamo-nos habituando para quando implantarem a Lei Marcial nos países ocidentais ninguém reparar.
Chantagem!
Se isto não é chantagem não sei o que é chantagem!
Graham Watson says Ireland may have to leave EU if it votes No again
British MEP and leader of the Liberal group in the European Parliament Graham Watson has warned that Ireland may have to leave the EU if it votes No for a second time in a referendum on the Lisbon Treaty. The Irish Times quotes him saying, "It is very difficult to see any country being able to stay in if they have had two Nos from the people". He also warned that, "It would be very difficult to get large companies to invest in a country that looked as if it might be leaving the EU. I think it would have a social impact as well and, of course, it would call into question the future of the EU agency that is based in Ireland".
He goes on to say that the European Liberal Democrats (ELDR) would contribute money to the second Lisbon referendum campaign if Irish PM Brian Cowen's party Fianna Fail asked for financial help. Fianna Fail last week announced it would join the ELDR before European elections in June.
Se os alemães não pagarem?
O historiador Rui Ramos escreveu um artigo de opinião no Correio da Manhã sobre o que acontecerá à UE se os alemães não pagarem.
(reproduzo o artigo no fim deste post pois não sei quanto tempo o CM o mantem activo)
O que o autor escreve é que houve convergência de consumo entre os Estados da UE mas não houve convergência de produtividade o que até está correcto.
Depois escreve que os economistas explicam-nos que, fora do euro, já teríamos passado por uma bancarrota argentina. Há tempos, o dr. Soares imaginava que sem a UE haveria tanques na rua.
Ora bem, o problema é outro. Se estivessemos no estado em que estamos mas estivessemos fora do Euro teriamos problemas, problemas graves mas se calhar até não tão graves como iremos ter pois teriamos sempre instrumentos para resolver o problema como a Argentina teve que embora ligando a sua moeda ao dólar, não a substituíu pelo dólar.
Mas, como escrevi, o problema é outro, se não estivessemos no Euro estariamos no estado em que estamos?
É que a diminuição de produtividade e o aumento do consumo foram provocados pelo Euro que distorceu totalmente a nossa economia!
Mas num ponto o autor do artigo tem razão, a continuar o actual estado de coisas a Alemanha e outros países ricos vão ter de abrir os cordões á bolsa e se eles não quiserem ou não puderem fazê-lo nem se imaginam quais as consequências.
Num dos artigos de opinião do Expresso o Dr. Daniel Bessa (que também se reproduz no fim deste artigo) escreveu que se não reduzirmos os rendimentos da população em geral, o país terá uma gestão controlada pelos credores ou a saída da área do Euro. A primeira é seguramente a menos má.
Este artigo do Dr. Daniel Bessa, num certo sentido responde (embora seja anterior) ao primeiro artigo, se os alemães não abrirem os cordões à bolsa, ou há uma redução dos rendimentos (não se explica como) ou se entrega a gestão financeira do país aos credores ou então sai-se do Euro.
Só não concordo com o Dr. Daniel Bessa quando ele sugere que a saída do Euro seria a pior das soluções pois as anteriores são impossíveis numa democracia.
No fundo as hipóteses que nos restam são três:
-Os alemães pagarem;
-suspensão da democracia;
-saída do Euro.
A primeira é irrealista, a segunda é terrível e acabará em guerra. Só nos resta a terceira que embora provoque conflitos sociais graves nos permitirá a prazo recuperar dos vinte anos que perdemos com a adesão à CEE/UE.
No passado fim-de-semana, Sócrates fez gazeta à cimeira europeia para ficar em casa, a aquecer-se ao calor do rebanho socialista em congresso. Ferreira Leite estranhou. Mas, como foi decretado que tudo o que a senhora diz é gafe até prova em contrário, também a atenção nacional preferiu Espinho a Bruxelas. No entanto, a ausência de Sócrates ainda pode vir na História: como símbolo da distracção paroquial de que somos capazes, mesmo à beira do vulcão.
A cimeira de Bruxelas pôs o ‘Wall Street Journal’ e o ‘Economist’ a especularem sobre o fim do actual modelo de unidade europeia. Não é alarmismo sem fundamento. Os países mais pobres do continente (como Portugal) convergiram com a Europa rica em consumo, mas não em produtividade. Agora sofrem por isso: a leste, desvalorizam-se as moedas; a sul, encarece o crédito externo. E todos esperam e pedem o socorro dos países ricos – isto é, da Alemanha.
E se os alemães não quiserem pagar? E se, pagando, isso não chegar? Habituámo-nos a dar por adquirido o tio rico da Europa, e a pensar que ele nos garantiria tudo. Os economistas explicam-nos que, fora do euro, já teríamos passado por uma bancarrota argentina. Há tempos, o dr. Soares imaginava que sem a UE haveria tanques na rua. O que acontecerá se a UE, tal como a conhecemos, for uma baixa da crise? Preferem não pensar nisso?
Rui Ramos, Historiador (in Correio da Manhã 6 de Março de 2009)
Alguns países da área do euro chegaram a este período de crise económica grave com elevados défices públicos (do Estado) e externos (dos residentes no seu conjunto). A crise tem vindo a agravar estes défices; e os credores mostram-se cada vez mais relutantes em continuar a financiá-los.
Em todos estes países, torna-se absolutamente necessário reduzir despesa interna - a começar pela pública (mesmo se não é o melhor momento para o fazer). Na ausência de uma cultura de poupança, a redução da despesa privada só pode ser conseguida pelo congelamento ou mesmo pela eventual redução dos rendimentos da população em geral.
Se este caminho não for percorrido, restam duas alternativas: uma gestão controlada pelos credores ou a saída da área do euro. A primeira é seguramente a menos má.
A segunda produziria o mesmo resultado (redução do rendimento e da despesa interna) através de uma desvalorização da moeda que viesse a ser introduzida, no mínimo de uns 20% ou 30%; inflação e taxas de juro subiriam de imediato.
A questão é cada vez mais discutida, sobretudo pelos credores, que escrutinam à lupa os sinais transmitidos tanto pela agenda política interna como pela população em geral (o que diz e o que reclama nas ruas).
Daniel Bessa (in Expresso 3 de Fevereiro de 2009)
Quinta-feira, Março 5
Supervisão financeiro na União Europeia
Durão Barroso justificou esta pressa dizendo "se não o fazemos já nunca o faremos... temos de aproveitar o momento".
O objectivo é óbvio e pouco tem a ver com a ressolução da crise, o objectivo é aproveitar o momento de pânico que se vive para aprofundar a integração europeia.
Se isto resolve ou não a crise, pouco interessa...
Para nós, portugueses que sempre que se aprofunda a integração europeia entramos em crise, são más, muito más notícias...
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Segunda-feira, Março 2
So let's start giving
Foi em 13 de Julho 1985... um megaconcerto de âmbito mundial para resolver o problema da fome em África, particularmente na Etiópia.
O concerto realizou-se no Wembley Stadium em Londres (com uma platéia de aproximadamente 82,000 pessoas) e no John F. Kennedy Stadium na Filadélfia (aproximadamente 99,000 pessoas). Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscovo e Japão. Foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos -- estima-se que 1,5 mil milhões de espectadores, em mais de 100 países, tenham assistido a apresentação ao vivo.
Durante o concerto os espectadores eram solicitados para contribuir financeiramente para a solução do tal problema da fome, let's start giving... diziam os locutores... e completando com frases do tipo o mundo nunca mais será o mesmo (the world will never be the same)...
E, quase vinte e quatro anos depois o que sobrou deste esforço todo?
Para já o dinheiro arrecadado seria estimado nuns 150 milhões de libras... embora nada comparado com o que actualmente os governos vão investindo para salvar a banca, foi uma quantia enorme.
E para que serviu esta quantia? O Mundo nunca mais foi o mesmo? Não, deve ter tapado alguns buracos, alimentado alguns estômagos vazios mas, mais nada, o Mundo continuou a ser o mesmo ou pior...
É que este tipo de actuações filantrópicas raramente resolvem problemas. às vezes até os complicam...
Publicada por O Raio em Segunda-feira, Março 02, 2009


















